O DAS é a guia mensal que o MEI paga e que reúne, num boleto só, a contribuição para o INSS e o imposto da atividade. Ele vence todo dia 20 e é o que mantém o CNPJ regular e o direito a aposentadoria e auxílio-doença. Atrasar sai caro em dois sentidos: multa e juros na guia, e um risco maior, que é a perda de benefício do INSS no período em que a contribuição não entrou.
O que o DAS cobre
O valor do DAS soma duas partes:
- 5% do salário mínimo para o INSS. Em 2026, com o salário mínimo de R$ 1.621,00 definido pelo Decreto 12.797/2025, essa parte fica em R$ 81,05.
- O tributo da atividade. R$ 1,00 de ICMS para comércio e indústria, R$ 5,00 de ISS para serviços, e R$ 6,00 quando a empresa faz as duas coisas.
Na prática, o DAS de 2026 fica entre R$ 82,05 e R$ 87,05 por mês, dependendo da sua atividade. A guia oficial é emitida no Portal do Empreendedor, no serviço de pagamento de contribuição mensal.
Por que tanta gente atrasa
Não é falta de dinheiro, na maioria dos casos. R$ 87 é menos do que muitos MEIs gastam de combustível numa semana. O que acontece é outra coisa: o dinheiro que entra é tratado inteiro como lucro.
O cliente paga R$ 1.500 pelo serviço, o valor cai na conta e ele vira dinheiro de tudo: material, gasolina, mercado de casa. Quando chega o dia 20, o imposto disputa espaço com contas que já venceram. Como o DAS é pequeno, ele parece adiável. Aí vira dois meses, depois seis.
A raiz do problema é a mistura entre o dinheiro do serviço e o dinheiro pessoal. É o mesmo assunto de como separar dinheiro PJ e PF sendo MEI, e o imposto é a primeira vítima quando essa separação não existe.
O jeito que funciona: separar na entrada
A regra mais simples que resolve: quando o dinheiro do serviço entra, separe o imposto na hora, antes de qualquer outra coisa.
Como o DAS é fixo e não proporcional ao faturamento, dá pra fazer melhor ainda. Divida o valor da guia pelo número de recebimentos que você costuma ter no mês e separe um pedaço a cada entrada. Recebeu quatro vezes? Cada recebimento reserva uns R$ 22, e no dia 20 o dinheiro já está lá.
Alguns pontos que ajudam:
- Registre cada entrada assim que ela acontece. Sem isso você não sabe se está no ritmo do mês.
- Trate o imposto como custo do serviço, e não como sobra. Ele é tão obrigatório quanto o material que você compra.
- Coloque o dia 20 como lembrete recorrente, e não como algo que você tenta lembrar.
Registrar o DAS junto do resto do negócio
O DAS é uma conta fixa mensal do seu CNPJ, e vale que ele apareça na mesma lista das outras contas do serviço. Quando o imposto fica só na cabeça, ele compete com o que está escrito, e o que está escrito sempre ganha.
No Cuide da Grana, quem usa o modo Trabalho tem o Imposto do mês (DAS) junto das outras contas do negócio, e o aplicativo avisa antes do vencimento. Se você recebe pelo celular durante o dia, dá pra registrar o pagamento por mensagem, no mesmo fluxo de controle financeiro para MEI.
O que acontece se você já está atrasado
Não entre em pânico, e principalmente não deixe crescer. O caminho:
- Emita as guias em atraso no portal do governo. Elas saem com multa e juros calculados, e o valor mensal continua pequeno em termos absolutos.
- Pague da mais antiga pra mais nova. Atraso longo é o que mais compromete o benefício do INSS.
- Se forem muitos meses, faça um plano. Uma guia atrasada a mais por mês, além da corrente, resolve o passado sem afundar o presente.
- Regularize antes de janeiro. A declaração anual do MEI acontece no começo do ano e é mais tranquila com as guias em ordem.
Ficar irregular tem consequências que passam longe do boleto: o CNPJ pode ser cancelado depois de um tempo de inadimplência, e aí você perde o número, a inscrição e o histórico.
Deixe o imposto separado antes de ele vencer
O DAS é pequeno o suficiente pra caber em qualquer mês e importante o suficiente pra derrubar um CNPJ quando é ignorado. A diferença entre pagar em dia e viver correndo atrás é apenas separar o dinheiro na entrada.
O Cuide da Grana ajuda nessa parte. Veja em cuidedagrana.com: o plano Trabalho custa R$ 39,90 por mês ou R$ 297,00 por ano e traz o que o MEI precisa no dia a dia, com o imposto do mês, as contas do negócio, quem te deve, nota fiscal e quanto você já faturou no ano. Se por enquanto você só quer organizar o dinheiro da casa, o plano Pessoal sai por R$ 24,90 por mês ou R$ 197,90 por ano. Na compra pelo site, são 7 dias de arrependimento garantidos por lei.
Perguntas frequentes
Quanto custa o DAS do MEI em 2026?
Entre R$ 82,05 e R$ 87,05 por mês, conforme a atividade: R$ 82,05 para comércio e indústria, R$ 86,05 para serviços e R$ 87,05 para quem faz comércio e serviços. O valor acompanha o salário mínimo, então ele muda todo começo de ano.
O que acontece se eu pagar o DAS atrasado?
A guia sai com multa e juros, e o período em atraso não conta para benefícios do INSS enquanto não for quitado. Atraso prolongado pode levar ao cancelamento do CNPJ, o que é bem mais custoso do que a guia em si.
Preciso pagar o DAS mesmo sem faturar no mês?
Sim. O DAS é fixo e independe de faturamento, porque a maior parte dele é a sua contribuição previdenciária. Meses sem receita continuam gerando guia, e é justamente por isso que separar dinheiro nos meses bons faz diferença.
O DAS substitui todos os impostos do MEI?
Ele reúne os tributos federais, estaduais e municipais aplicáveis ao MEI em uma guia só, que é a grande vantagem do regime. Ainda assim, obrigações acessórias continuam existindo, como a declaração anual, e algumas atividades têm exigências próprias do município.