Educação Financeira

Qual dívida pagar primeiro para sair mais rápido

Com várias dívidas ao mesmo tempo, comece pela de juro mais alto: é ela que cresce mais rápido e come qualquer esforço feito em outro lugar. Rotativo do cartão e cheque especial quase sempre lideram essa lista. Existe uma exceção importante, e é sobre motivação: quem já tentou e desistiu duas vezes costuma ir melhor quitando a menor dívida primeiro, pra sentir uma vitória e continuar.

Primeiro, monte a lista completa

Antes de escolher a ordem, escreva todas as dívidas com quatro dados: credor, saldo devedor atual, parcela mensal e taxa de juro.

Duas descobertas são comuns nessa hora. A primeira: o total é menor do que a sensação, porque o medo agrupa tudo num monstro só. A segunda: uma ou duas dívidas concentram quase todo o juro que você paga, e as demais quase não pesam.

Sem essa lista, qualquer estratégia é palpite. Se você não sabe as taxas, peça ao credor ou olhe a fatura, onde elas aparecem obrigatoriamente.

A ordem pelo juro: mais barata no total

Pague o mínimo de todas as dívidas e direcione todo o dinheiro extra pra de maior taxa. Quando ela acabar, o valor que ia pra ela vai inteiro pra próxima da lista, e assim por diante.

Essa é a ordem que economiza mais dinheiro, e a diferença não é pequena: rotativo de cartão está entre os juros mais altos praticados no país, algo que o Banco Central acompanha e publica.

Enquanto existir uma dívida dessas ativa, quitar um crediário de juro baixo antes é matematicamente pior, ainda que dê uma sensação boa de resolução.

A ordem pelo tamanho: mais fácil de manter

Quitar primeiro a menor dívida, independentemente do juro, custa um pouco mais no total e entrega algo que a matemática não dá: prova de que funciona.

Faz sentido quando:

  • Você já tentou sair das dívidas antes e parou no meio.
  • As taxas são parecidas, então a diferença financeira entre as ordens é pequena.
  • Existem muitas dívidas pequenas, e reduzir a quantidade simplifica sua vida.

Uma dívida a menos também significa uma cobrança a menos, um vencimento a menos e menos chance de esquecer alguma coisa.

O caso especial: dívida que ameaça o essencial

Independentemente de juro ou tamanho, sobe na fila a dívida que coloca em risco algo de que você não pode abrir mão: moradia, energia, o veículo que você usa pra trabalhar, uma ferramenta essencial.

Perder um desses custa muito mais do que a diferença de juros entre as opções. Nesses casos, negocie antes de atrasar: prazo combinado é sempre mais barato que renegociação depois do estrago, como está em como negociar dívida.

Antes de começar, garanta uma reserva mínima

Colocar cada centavo na dívida e ficar com saldo zero é a receita pra voltar ao cartão no primeiro imprevisto. Mantenha uma reserva pequena, algo entre R$ 300 e R$ 500, mesmo que isso atrase a quitação em algumas semanas.

Essa reserva não é conforto: é o que impede a dívida nova. Como formá-la com pouco dinheiro está em reserva de emergência ganhando pouco.

Como manter o plano de pé por meses

Sair da dívida leva tempo, e todo plano longo precisa de acompanhamento pra não morrer no meio.

  • Registre cada parcela como conta fixa, pra ela entrar na previsão do mês.
  • Acompanhe o saldo devedor, não só a parcela. É a redução do saldo que mostra progresso.
  • Não crie dívida nova enquanto quita a antiga. Parece óbvio e é o principal motivo de planos fracassarem, principalmente com compras parceladas, como discutido em parar de parcelar tudo.
  • Comemore as quitações. Marcar o fim de cada dívida sustenta a motivação nos meses seguintes.

Comece pela sua lista hoje

Você não precisa de dinheiro extra pra dar o primeiro passo: precisa da lista. Com credores, saldos e taxas na frente, a ordem se resolve quase sozinha, e o plano deixa de ser angústia pra virar um cronograma.

Pra manter esse cronograma vivo, o Cuide da Grana registra parcelas, contas e gastos por mensagem no WhatsApp e mostra quanto sobra a cada mês. Assine em cuidedagrana.com. O plano Pessoal custa R$ 24,90 por mês ou R$ 197,90 por ano. O plano Trabalho, por R$ 39,90 por mês ou R$ 297,00 por ano, atende quem tem dívida do negócio junto da pessoal e precisa enxergar as duas separadas. Comprando pelo site, você tem 7 dias de arrependimento garantidos por lei.

Perguntas frequentes

Devo pagar o mínimo do cartão enquanto quito outras dívidas?

Pagar só o mínimo joga o restante no rotativo, que costuma ser a dívida mais cara que existe. Se houver rotativo na sua lista, ele normalmente é a primeira prioridade, mesmo antes de dívidas com saldo maior.

Vale a pena juntar todas as dívidas em um empréstimo só?

Vale quando a taxa do novo empréstimo é comprovadamente menor que a média das dívidas atuais e você não volta a usar o limite liberado. Sem essa segunda condição, a portabilidade só cria espaço pra dívida nova e o total cresce.

Quitar dívida rende mais que investir?

Quando a dívida tem juro alto, quitar é o melhor retorno garantido disponível, porque você deixa de pagar uma taxa maior do que qualquer rendimento seguro. A exceção é manter a reserva mínima, que evita voltar ao endividamento no primeiro susto.

Como saber a taxa de juro que estou pagando?

Ela precisa constar na fatura do cartão, no contrato do empréstimo e no carnê. Se não achar, peça ao credor: informar o custo efetivo total é obrigação de quem concede o crédito, e sem esse número não dá pra montar nenhuma ordem de prioridade.