O jeito de nunca mais atrasar o imposto é separar o valor no momento em que o dinheiro do cliente entra, e não no dia 20, quando ele já foi gasto. Como o DAS do MEI é fixo, entre R$ 82,05 e R$ 87,05 em 2026, dá pra fatiar: cada recebimento do mês reserva um pedaço, e no dia do vencimento a guia já está paga por um dinheiro que nunca esteve disponível.
Por que o imposto sempre chega em má hora
O MEI recebe picado. Um serviço aqui, um pix ali, uma venda no fim de semana. Cada entrada parece pequena e é imediatamente absorvida por combustível, material, mercado, escola.
Quando chega o dia 20, o dinheiro daquele mês já cumpriu outras funções. A guia, que é pequena, vira a mais adiável de todas as contas, porque ninguém corta sua energia por causa dela.
O problema é que adiar tem custo alto e invisível: o período em atraso não conta pra aposentadoria e para o auxílio-doença enquanto não for quitado, e a inadimplência longa pode levar ao cancelamento do CNPJ. O que a guia cobre está detalhado em DAS do MEI.
A regra do pedaço em cada entrada
Divida o valor do DAS pelo número típico de recebimentos que você tem no mês. Recebe umas quatro vezes? Cada entrada reserva algo em torno de R$ 22.
O valor é tão pequeno que não muda nada no seu caixa, e é exatamente esse o ponto: quando o corte é imperceptível, ele acontece. Tentar guardar R$ 87 de uma vez no fim do mês compete com contas grandes; guardar R$ 22 quatro vezes não compete com nada.
Se você preferir, arredonde pra cima. Reservar R$ 25 por entrada cria uma folga que cobre o reajuste do ano seguinte, já que o DAS acompanha o salário mínimo e muda todo janeiro.
Vá além do DAS: reserve o que o negócio custa
O imposto é a menor das reservas que um MEI precisa. Uma separação mais completa, feita na entrada de cada pagamento, costuma ficar assim:
- Imposto. A fatia do DAS.
- Custo do serviço. Material, deslocamento, ferramenta, taxa de plataforma.
- Reserva do negócio. Para o mês fraco, a manutenção do equipamento, o cliente que atrasa.
- Seu salário. O que sobra e vai pra sua conta pessoal.
Essa última linha é a que muda a relação com o negócio: em vez de tirar dinheiro conforme a necessidade da casa, você define quanto tira e mantém. Quem faz isso descobre rápido se o preço cobrado é sustentável.
Separação só funciona com contas separadas
Reservar mentalmente não funciona. O dinheiro precisa estar em outro lugar, ou ele será gasto.
O mínimo viável é ter uma conta pra vida pessoal e outra pro negócio, mesmo que as duas sejam gratuitas e digitais. Recebeu do cliente na conta do negócio? Separe o imposto e o custo ali, e transfira o seu salário pra conta pessoal.
Sem essa separação, o extrato não responde nem o que é faturamento, o que atrapalha também o controle do limite anual do MEI. O passo a passo está em como separar dinheiro PJ e PF sendo MEI.
Registre na hora do recebimento
A separação é um hábito de segundos, mas depende de você saber o que entrou. Registrar cada recebimento no momento em que ele cai resolve três coisas de uma vez: alimenta o acumulado do ano, mostra quanto o negócio faturou no mês e lembra você de separar.
No Cuide da Grana, isso é uma mensagem: "recebi 800 do cliente". Quem usa o plano Trabalho vê o faturamento do ano, o imposto do mês e as contas do negócio na mesma tela, separados do dinheiro da casa.
Antes de janeiro, confira o ano
Duas verificações rápidas evitam surpresa na virada:
- Todas as guias do ano foram pagas? Se faltar alguma, emita e quite antes da declaração anual.
- O faturamento registrado bate com o que entrou? A declaração usa esse número, e reconstruí-lo em janeiro, de memória, é o pior cenário possível.
Comece pela próxima entrada
Não espere o mês virar. No próximo pagamento que cair, separe a fatia do imposto antes de qualquer outra coisa. Em quatro entradas a guia do mês está paga e o hábito começou.
O Cuide da Grana está em cuidedagrana.com. O plano Trabalho custa R$ 39,90 por mês ou R$ 297,00 por ano e traz imposto do mês, faturamento do ano, contas do negócio, quem te deve e nota fiscal, com o pessoal separado. Se você quer por enquanto só organizar a casa, o plano Pessoal sai por R$ 24,90 por mês ou R$ 197,90 por ano. Comprando pelo site, você tem 7 dias de arrependimento garantidos por lei.
Perguntas frequentes
Quanto o MEI precisa separar por mês pro imposto?
O valor do DAS, que em 2026 fica entre R$ 82,05 e R$ 87,05 conforme a atividade. Como ele é fixo e não proporcional ao faturamento, dá pra dividir esse valor pelos recebimentos do mês e reservar aos poucos.
E nos meses em que não faturo nada?
A guia continua devida, porque a maior parte dela é a sua contribuição previdenciária. É justamente por isso que vale manter uma reserva do negócio nos meses bons: ela cobre o DAS dos meses fracos sem apertar o dinheiro da casa.
Preciso de conta bancária separada pra ser MEI?
Não é obrigatório por lei, mas na prática é o que faz a separação funcionar. Sem contas distintas, dinheiro do serviço e dinheiro pessoal se misturam e você perde a noção de faturamento, custo e lucro.
Além do DAS, o que mais devo reservar?
Custo direto do serviço, uma reserva pro mês fraco e o seu próprio salário. O MEI que retira dinheiro conforme a necessidade, sem definir uma retirada fixa, costuma descobrir tarde que o preço cobrado não cobre o custo real do trabalho.